Uma paixão vermelha e azul
O dicionário Aurélio define a palavra paixão como o sentimento ou emoção levados a um alto grau de intensidade. Um amor ardente. Entusiasmo muito vivo! Mas, nem todas as definições, são capazes de transmitir o sentimento do torcedor ao ver o seu time entrar em campo. A paixão que toma conta da torcida, faz o juiz ser xingado, o boné ir parar no chão, diante de uma possível injustiça. As unhas serem ruídas e os cabelos arrancados. Torcedores – uma palavra que não há como definir – movidos pela paixão são capazes de grandes loucuras em nome do time.
No clube Náutico Marcílio Dias, como em qualquer clube de futebol, a torcida tem papel preponderante nas vitórias e derrotas. São eles que impulsionam os jogadores a realizar uma jogada fenomenal. Também são capazes de fazer o mais centrado dos artilheiros, perder a cabeça e errar.
No estádio Dr. Hercílio Luz, o Gigantão das Avenidas, tem torcedor para todos os gostos. O sem camisa, aquele que não tira a camisa do Marinheiro. O que não larga o seu fiel parceiro: o rádio. Os fiéis de todos os jogos. Aqueles que aparecem às vezes só para espiar. Tem torcedor que tem a desculpa de vender amendoim para ficar mais perto do time. As mulheres torcedoras não ficam atrás e emprestam um pouco de beleza as partidas. As formas de demonstrar a paixão são diferentes, mas juntos têm um único desejo: a vitória.
Para isso há aqueles que se organizam para torcer. O Marinheiro já teve várias torcidas organizadas: a Força Jovem, Siri Mecânico, Fanáuticos e Máfia. Mas, desde 1999, apenas uma torcida se organizou para torcer pelo clube: a Fúria Marcilista.
Um pouco de Fúria
Fúria Marcilista surgiu na informalidade em 1999, quando amigos que estudavam no colégio Radical formaram um grupo de torcedores apaixonados pelo clube Náutico Marcílio Dias e passaram a acompanhar todos os jogos. Fossem eles em Itajaí ou em outra cidade de Santa Catarina.
Em março de 2005, se adequando as leis vigentes, os sócios da Torcida Fúria Marcilista se reuniram para fundar um Grêmio Recreativo Esportivo que representasse os Torcedores do Clube Náutico Marcílio Dias, já que todos sentiam a necessidade de regularizar a situação e ter um local onde pudessem reunir-se para trocar idéias.
A Fúria da informalidade, então virou Grêmio Recreativo Esportivo Torcida Organizada Fúria Marcilista, sendo que Fúria Marcilista foi a primeira organização de Torcida no Estado de Santa Catarina, a possuir Estatuto e CNPJ. A primeira a se tornar de fato uma pessoa jurídica, além de ser a única no momento a possuir uma sede social, onde todos os dias os associados, hoje mas de 650, se reúnem, discutem e se confraternizam. Em 2006, o vereador Nikólas Reis (PT) fez uma indicação e a fúria foi considerada de utilidade pública.
O ano de 2007 trouxe três conquista importantes para a Fúria Marcilista. Foi criada a Fúria Feminina, onde as mulheres passaram a ter maior representação dentro da torcida organizada. O GRETO Fúria Marcilista participou do 3º Campeonato Citadino de Futsal, Taça SEMASA, tendo passado a primeira fase e conseguindo participação na 1ª Divisão do mesmo campeonato em 2008, onde o mesmo terá também 2ª Divisão. A terceira foi a inscrição da Fúria Marcilista na Liga Itajaiense de Blocos e Escolas de Samba.
No ano de 2008, a Fúria estreou no carnaval itajaiense como Bloco Carnavalesco com o enredo "Fúria 8 anos, Das Arquibancadas, alegria na Avenida", conseguindo acesso para o Grupo II das Escolas de Samba de Itajaí. Outro marco foi o lançamento do Rap da Fúria, gravado por Ruquinho, Rafles e Betinho que se tornou um grande sucesso na cidade.
Em 2010, a desfilou pelo terceiro ano consecutivo no carnaval de Itajaí e levou para a avenida o enredo "Revolução Industrial 100 anos". As atividades paralelas não tiram o foco principal da torcida organizada, que espera que este ano o Marinheiro retorne para a 1ª Divisão do Campeonato Catarinense de Futebol.
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